‘O Vendedor de Sonhos’ cria crítica para sociedade moderna

Baseado na obra de Augusto Cury, O Vendedor de Sonhos estreia nesta quinta-feira (8) nos cinemas brasileiros.

A trama acompanha a jornada de um misterioso mendigo chamado Mestre (César Troncoso) que convence um psicólogo renomado (Dan Stulbach) a não pular da janela de um prédio. A partir desse momento, os dois personagens desenvolvem uma realização de amizade que mudará por completo as suas vidas.

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Em cenários esquecidos e carentes da cidade de São Paulo, o filme trilha uma crítica ao consumismo desenfreado, ao país de contrastes e aos esquecidos sociais. Algo que Cury define como um “manicômio global”.  “As pessoas foram asfixiadas no interior de suas emoções. É uma denúncia que precisamos reagendar a sociedade de consumo e formar pessoas capazes de se tornarem autores de sua própria história”, explicou ao Pop Séries! durante coletiva de imprensa do longa-metragem.

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Para Jayme Monjardim, que assume a direção do filme, o principal desafio de adaptar o best seller para o cinema foi traduzir a principal mensagem da história. “O protagonista do filme é a palavra e foi difícil encontrar um tom, porque você tem que passar verdade ao espectador”, comentou.

O poder da jornada de transformação de Julio César também mexeu com Stulbach, que confessou que teve problemas para não levar o personagem para casa neste trabalho. “Encontrei-me com ele em relação ao cinismo. A gente passa acreditar menos no sistema e mais nas pessoas e em si mesmo”, disse.

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Confira, a seguir, o trailer de O Vendedor de Sonhos:

  • julia benvenuto foto 'O Vendedor de Sonhos' cria crítica para sociedade moderna

    Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.

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