Grey's Anatomy: crítica da 10ª temporada
CríticaGrey's Anatomy

Grey’s Anatomy: décima temporada mostra sinais de cansaço

Por 17 de junho de 2014 fevereiro 6th, 2017 Sem Comentários

 

 

spoilerPor uma década no ar, Grey’s Anatomy garantiu o seu posto entre os programas prediletos da audiência americana. Parte do sucesso é atribuído ao roteiro perspicaz de Shonda Rhimes, que, em sua maior parte, preza por momentos dramáticos extremamente desafiadores. A escritora não tem medo de matar o personagem querido pelo público ou dar adeus a atrizes de sucesso (como Katherine Heigl, que recebeu o Emmy pelo sua interpretação como Izzie).

Como ER (no Brasil, Plantão Médico), a série médica se tornou uma das mais rentáveis da televisão. A ABC anunciou recentemente a renovação do drama para mais dois anos. O grande problema da longevidade, como em qualquer outro programa, é a sua capacidade de se reinventar. A saída de Sandra Oh nesta temporada mostrou o inevitável futuro do seriado, que está mais preso a uma narrativa morna e cansada.

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É difícil imaginar como os próximos episódios irão caminhar sem a presença de Cristina Yang. A protagonista conseguiu realizar os seus sonhos em uma clínica na Suíça, abandonando nos EUA o ex-marido e a melhor amiga. A conclusão da saga da médica foi o que deixou a trama emocionante e inesquecível. Ver como a sua vida se desenrolaria ao lado de Owen, o esperado reencontro com o doutor Burke e a sua frustração ao perder o Harper Avery por uma intervenção injusta, resgatou no telespectador o sentimento de fascinação presente nas primeiras temporadas da série.

Além da despedida de Cristina, a relação de April e Avery enriqueceu a temporada

Além da despedida de Cristina, a relação de April e Avery enriqueceu a narrativa

Esta harmonia, com certeza, será difícil de encontrar no próximo ano.  Ainda mais quando os novos personagens inseridos na história mostram evoluções apáticas: dois internos, Leah Murphy e Shane Ross, foram demitidos do Grey Sloan Memorial por não atenderem as expectativas. Para salvar o elenco de um desastre, a escritora resgatou Amelia (Caterina Scorsone), a irmã de Shepherd, de Private Practice. A médica, que teve um final feliz no spin-off,foi um dos principais trunfos do episódio final da atração, agora luta novamente com a decepção amorosa ao trocar o marido por um novo emprego em Seattle.

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Um dos melhores momentos da narrativa foi o casamento de April Kepner. Afinal, a maior habilidade de Rhimes está em sua capacidade de trilhar, com leveza, o caminho entre a tragédia e o romance. O discurso apaixonado de Avery conseguiu dar ao enredo uma reviravolta necessária e também apresentar uma boa evolução na história do casal. Engraçado perceber como, cada vez menos, a série depende da perspectiva de Meredith Grey – talvez por isso uma irmã desconhecida, fruto do romance de sua mãe com Webber, tenha emergido inesperadamente no season finale.

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Julia Benvenuto

Julia Benvenuto

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. É autora da tese "A Revolução dos Losers: como o seriado americano Glee representa a juventude do século 21".

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