Submersos: Paramount Channel estreia série brasileira, com Guilherme Weber, no dia 02 de março

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O Paramount Channel estreia Submersos no dia 2 de março, às 20h30, com uma aposta clara na ficção criminal brasileira de produção ambiciosa. A série é uma coprodução internacional com locações em Florianópolis e Córdoba, na Argentina, e reúne Cassio Nascimento, Zécarlos Machado e Guilherme Weber no elenco principal.

O ex-campeão que virou mula do tráfico

A trama acompanha Nando, surfista campeão mundial que abandona o esporte após a morte trágica da mãe. Para reconstruir a vida, ele funda uma marca esportiva e aceita uma proposta arriscada: expandir os negócios para o mercado argentino exportando anfetaminas escondidas dentro de pranchas de surf. Quando a transação fracassa, Nando é sequestrado, e as evidências apontam para uma traição vinda de dentro, do seu próprio amigo de infância.

É um ponto de partida que coloca a série em território conhecido do thriller sul-americano, mas o desdobramento do núcleo familiar acrescenta uma camada que vai além do plot de tráfico. Zécarlos Machado interpreta Oliveira, pai biológico de Nando que nunca assumiu o filho por conta de sua própria sexualidade. O relacionamento entre os dois, segundo o ator, é carregado de tensão e vai passar por reviravoltas ao longo dos episódios. “A série fala de relações interpessoais de uma maneira muito generosa dramaturgicamente e ao mesmo tempo muito misteriosa”, disse Machado. O personagem de Machado funciona como um segundo eixo narrativo, separando Submersos de uma história puramente de ação.

Dois países, dois estados de espírito

A escolha de gravar em Florianópolis e Córdoba não foi apenas logística. Para Guilherme Weber, que interpreta Branco, o ambiente argentino mudou ativamente a construção do personagem. “Na Argentina, eu gravei as cenas mais ‘punks’ do personagem, onde ele foi ficando mais neurótico e psicopata”, contou o ator. A diferença chegou ao detalhe físico: em Córdoba, Weber evitava piscar durante as gravações para sustentar a frieza do personagem. Em Florianópolis, a luz intensa do sol comprometia o efeito. “São bobagens, mas a divindade está nos detalhes”, reconheceu. A troca com atores argentinos foi, para ele, uma das motivações centrais para entrar no projeto.

Weber tem construído uma carreira consistente no teatro e na televisão brasileira, com passagens por produções da Globo e peças premiadas. O convite para Submersos representa uma movimentação para o segmento de séries criminais que vem ganhando espaço nas grades dos canais pagos. Zécarlos Machado, por sua vez, é figura recorrente em produções que exigem personagens de forte carga dramática, com trabalhos anteriores em séries e novelas que o consolidaram como um dos atores de caráter mais requisitados da televisão brasileira. O elenco se completa com Mariano Bertolini, Ana Cecília Costa e Lucas Heymanns.

O momento da ficção criminal brasileira

Submersos chega ao Paramount Channel num ciclo em que as emissoras de TV por assinatura voltaram a investir em ficção nacional própria como forma de diferenciação frente às plataformas de streaming. O canal já havia apostado nessa frente com outras produções, e uma série com locações internacionais e elenco estabelecido sinaliza um nível de investimento acima da média do segmento.

A premissa, que mistura esporte de elite, tráfico e traição familiar, dialoga com o formato que ajudou séries como Narcos e El Chapo a construir audiência sólida no Brasil, mas aposta no protagonista brasileiro como ponto de identificação. Se a execução acompanhar a ambição da estrutura, Submersos tem condições de ocupar o espaço que o público de séries nacionais ainda deixa em aberto: o thriller policial com produção equivalente ao que chega do exterior.

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