The Following: "sem Joe, não há show"
Crítica

The Following: terceiro ano comprova que “sem Joe, não há show”

Por 3 de junho de 2015 abril 21st, 2016 Sem Comentários

 

spoiler

Bem que os produtores de The Following lutaram desesperadamente pela sobrevivência da série, mas o resultado foi desastroso. Após a exibição de uma primeira temporada de sucesso – com de quase 10 milhões de espectadores – o seriado apresentou uma queda vertiginosa de audiência até não restar uma pequena esperança para a sua renovação.

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Já no segundo ano, a atração apresentou uma série de fatos mirabolantes que não contribuíram para o crescimento da trama. Ryan se mostrou um verdadeiro perdedor perseguindo um psicopata que era a grande estrela da atração. Sedutor e persuasivo, Joe Carroll teve sua participação diminuída talvez para que o talento de James Purefoy não ofuscasse a atuação de Kevin Bacon.

 

Um final alternativo foi feito com a morte do vilão no segundo ano. Entretanto, por uma certa covardia dos criadores, ele não foi escolhido como a primeira opção de exibição. Joe viveu para ajudar The Following em mais uma temporada catastrófica. Foi perceptível que, sem ele, não haveria uma trama plausível e um assassino capaz de prender a atenção e despertar a simpatia da audiência.

Participações de Joe Carroll (James Purefoy) foram reduzidas ao corredor da morte

Participações de Joe Carroll (James Purefoy) foram reduzidas ao corredor da morte

Algumas alternativas foram criadas para que Ryan continuasse a perseguir uma legião de psicopatas patéticos e insossos. Com Joe no corredor da morte, a primeira opção foi eleger seu professor da universidade como o próximo alvo. Em teoria, ele seria mais impiedoso, uma vez que foi responsável pela criação psicótica de Carroll. A falta de empatia contribuiu para que ele fosse morto na metade da terceira temporada.

Em seu lugar entrou Theo, jovem que era considerado o seu melhor aluno na arte de matar. No início, até havia uma certa curiosidade sobre a frieza de seu comportamento. O personagem chegou a assassinar a sua mulher e tentou acabar com a vida de seus próprios filhos. Porém, a obsessão por sua irmã não colaborou para que ele trouxesse um diferencial para a série.

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Joe continuou fazendo pequenas participações como consultor de Ryan e, mais de uma vez, o vilão foi responsável pelas melhores cenas da temporada. Se há algum episódio que pode ser salvo é o da sua morte, intitulado de Evermore. Apesar de conter certo tom delirante, o capítulo contou com diálogos que desconstruíram a boa conduta de Ryan.

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E para continuar dependendo das atraentes cenas de Carroll, os produtores encontraram o caminho de libertá-lo através da morte e ressuscitá-lo somente na mente do protagonista. Sendo assim, não vale a pena lamentar pelo cancelamento do seriado. Resta torcer para que Purefoy encontre um programa digno de seu talento.

Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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