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spoilerSerá que os vampiros precisam ser salvos? É possível desafiar a fórmula de sucesso do bad boy que busca a redenção, mas que, ao mesmo tempo, é incapaz de conter os seus instintos selvagens?

Ao que parece, Julie Plec enfrenta dilemas criativos na produção de The Vampire Diaries e The Originals. O drama acontece também nos bastidores, principalmente, com a saída de Nina Dobrev (Elena) e Claire Holt (Rebekah) do elenco das atrações.

Quando Klaus (Joseph Morgan) ganhou a sua própria série e partiu rumo a Nova Orleans, os fãs da saga ficaram entusiasmados com a nova perspectiva do enredo. Afinal, o vilão mais temido de Mystic Falls acabou se tornando um anti-herói com empatia desejada. E a primeira temporada do show seguiu a linha de seu personagem que continua a promover  matanças e vinganças intermináveis, enquanto busca pela salvação de sua alma.

Assista ao promo do episódio final da segunda temporada

À prova da morte. A família Mikaelson encontra diversas formas de escapar da morte, o que nem sempre funciona na narrativa

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Os conflitos familiares entre os Mikaelson deixaram a trama ainda mais envolvente. A segunda temporada, no entanto, perdeu-se em um perigo previsível e até piegas. A aparição de Dahlia, a mais temida bruxa no clã local, não convenceu. Além do mais, o retorno da mãe e do pai dos protagonistas, a morte de Kol e o vaivém de Rebekah em dois corpos (a solução encontrada pelos produtores para justificar a ausência de Holt na trama, que divide o seu tempo nas gravações de Aquarius) só deixaram o público ainda mais confuso e decepcionado. Em meio a toda esta confusão sobrenatural, Elijah Mikaelson (Daniel Gillies) ainda tentava reorganizar as facções da cidade, ficar ao lado Hayley e zelar pela proteção de Hope. Tudo em vão e extremamente frustrante.

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Faltou a criação de um roteiro mais desafiador para que Klaus pudesse brilhar, mais uma vez, em seu próprio show. Sem isso, The Originals torna-se tão morna quanto à sua percursora, que encerra a sua sexta temporada. Pelo menos em The Vampire Diaries, Kai conseguiu preencher a dose de assassinatos e violência necessários para a sobrevivência do seriado teen. Tirando isso, Damon (Ian Somerhalder) continuou se equilibrando em sua moral volátil, Elena realizou um grande sacrifício pela sobrevivência de Bonnie e Alaric teve a sua felicidade arrancada mais uma vez. Sem Nina Dobrev, fica difícil prever como a trama funcionará no sétimo ano. Damon voltará ao seus instintos assassinos enquanto a namorada “dorme” por década? Enzo o ajudará nesta questão?

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Talvez o maior erro dos produtores foi o de não ter criado a possibilidade concreta de um crossover entre as atrações. Afinal, o quanto interessante seria Caroline, desprovida de sua consciência, encontrar-se com Klaus em Nova Orleans? Com certeza, esta decisão apimentaria o arco narrativo de ambas as sagas.

No mais, os telespectadores devem esperar por mudanças concretas em The Vampire Diaries. O roteiro terá como foco o passado e a relação dos irmãos Salvatore – ainda mais com o retorno da mãe ao plano dos vivos. Quanto a The Originals, ainda há esperança para surpresas. Davina assume o papel de líder das bruxas e busca, novamente, a sua vingança contra Klaus. O mesmo sentimento é compartilhado com Hayley que, aprisionada pela maldição dos lobisomens, fica impedida de conviver com a filha. Ainda há oportunidade para um bom drama vampiresco.

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