Eu Sou o Rocky: veja trailer do filme que conta a história de Sylvester Stallone

A história por trás das câmeras muitas vezes supera a ficção exibida nas telas de cinema. Quando Sylvester Stallone escreveu o roteiro que mudaria sua vida, ele não tinha dinheiro, status ou influência em Hollywood.

O que ele tinha era uma convicção irredutível: ninguém interpretaria o lutador italiano além dele mesmo. É exatamente esse embate tenso com a indústria que pauta Eu Sou o Rocky, a nova cinebiografia que chega para detalhar a origem de um dos maiores clássicos do cinema.

A premissa foca diretamente no período em que Stallone lutava diariamente para conseguir uma chance real como ator. Cansado de portas fechadas, ele decide testar suas habilidades como roteirista e cria a narrativa de um boxeador azarão.

O roteiro imediatamente conquistou a atenção dos produtores devido à sua carga emocional e inovação narrativa. No entanto, o verdadeiro desafio estava apenas começando. Vender o roteiro era uma coisa; convencer os executivos de que o próprio autor, um ator desconhecido, deveria ser o astro do filme foi um feito à parte. O longa acompanha a jornada de Stallone para provar ao chefão do estúdio e à equipe técnica que o projeto só funcionaria com ele à frente das câmeras.

Quem interpreta Sylvester Stallone no filme?

Para dar vida ao futuro astro dos filmes de ação, a produção escalou Anthony Ippolito. A caracterização impressionou logo nos primeiros materiais de divulgação, entregando maneirismos que remetem imediatamente ao ator original.

Ao lado de Ippolito, o elenco conta com rostos familiares que interpretam figuras fundamentais da vida pessoal e profissional do ator durante os anos 1970. AnnaSophia Robb, conhecida por Ponte para Terabítia, assume o papel de Sasha Czack, a esposa de Stallone na época do desenvolvimento do roteiro original.

Já o veterano Matt Dillon, de Asteroid City, interpreta Frank Stallone Sr., o pai do protagonista, trazendo peso dramático para as relações familiares exploradas na trama. A icônica figura do lutador Apollo Creed também ganha sua versão dos bastidores. Stephan James, aclamado por Se a Rua Beale Falasse, tem a missão de interpretar Carl Weathers, o ator que ajudou a imortalizar a rivalidade e a amizade nas telas.

Do lado corporativo da história, P. J. Byrne, de Babilônia, e Toby Kebbell, da série For All Mankind, formam a dupla de produtores Irwin Winkler e Robert Chartoff, os executivos que precisaram ser convencidos da viabilidade do projeto.

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A direção do longa ficou a cargo de Peter Farrelly. O cineasta possui um histórico curioso em Hollywood, tendo iniciado sua carreira com comédias escrachadas e migrado com sucesso para o drama biográfico premiado. Farrelly é o nome por trás do vencedor do Oscar Green Book: O Guia e traz na bagagem a experiência de clássicos da comédia como Débi e Lóide, O Amor é Cego, Eu, Eu Mesmo & Irene e Quem Vai Ficar Com Mary?.

O roteiro de Eu Sou o Rocky é assinado por Peter Gamble, que já trabalhou no filme Office Uprising e na série de ficção científica Trenches. Juntos, diretor e roteirista buscam equilibrar o drama humano com o charme rústico da Filadélfia e de Los Angeles da década de 1970.

Quando estreia Eu Sou o Rocky?

O trailer foca na recriação minuciosa da estética setentista, mostrando os figurinos, os cenários empoeirados e a paleta de cores característica da época em que a franquia original foi concebida.

A estreia de Eu Sou o Rocky está confirmada para chegar aos cinemas brasileiros no dia 19 de novembro.

Se hoje é impossível imaginar a história do cinema de ação sem o rosto e a voz de Stallone, o longa promete mostrar o quão perto a cultura pop esteve de perder um de seus maiores ícones por pura burocracia de estúdio. Você acha que um ator desconhecido conseguiria o mesmo feito de Stallone nos dias de hoje?

  • julia benvenuto foto Eu Sou o Rocky: veja trailer do filme que conta a história de Sylvester Stallone

    Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.

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