O Apple TV acaba de revelar as primeiras imagens de 12 12 12, o seu mais novo drama policial que promete desafiar o espectador. Protagonizada por Anthony Mackie e Jamie Dornan, a produção reinventa a clássica história de assalto.
A premissa entrega seu maior diferencial logo de cara: toda a trama se desenrola baseada em um engenhoso formato de três linhas temporais. O público acompanha a colisão entre a lei e o crime organizado, tendo o relógio como adversário. Essa estrutura fragmentada é o que move a ação em direção a um audacioso roubo a banco, localizado na Europa. Ao dividir a história, o roteiro exige que o espectador monte o quebra-cabeça da operação criminal.
Uma caçada subterrânea em Zurique
O alvo principal dessa narrativa complexa está escondido no subsolo das frias ruas de Zurique, na Suíça. O cofre do banco não é apenas um cenário, mas o epicentro de uma perseguição implacável pelo continente europeu.
Para sustentar esse embate, o elenco traz figuras profundas de ambos os lados da lei. Anthony Mackie assume o papel de um agente do FBI completamente desacreditado por seus superiores.
Enfrentando o fim de sua carreira, o policial encontra neste roubo internacional a sua última e perigosa chance de redenção profissional. Do outro lado do balcão está Jamie Dornan, interpretando um criminoso norte-americano frio, metódico e altamente profissional.
A interação entre o policial desesperado por respostas e o ladrão que calcula cada segundo cria uma caçada sufocante. O jogo de gato e rato ultrapassa as fronteiras da Suíça, transformando a Europa em um tabuleiro.
Explicando a linha do tempo de 12 12 12
A genialidade por trás do título 12 12 12 dita exatamente as três fases cruciais que guiam os oito episódios da temporada. A primeira linha do tempo explora os 12 meses de preparação e planejamento minucioso da invasão.
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Nesse primeiro ato, os roteiristas dissecam a logística, o recrutamento e o estudo arquitetônico necessário para violar um cofre suíço. Em seguida, o roteiro mergulha nas 12 horas frenéticas da execução do assalto em si.
É nesse intervalo de meio-dia que a série eleva o nível de ação, focando na claustrofobia e na imprevisibilidade do roubo. Por fim, a terceira narrativa foca nos 12 dias cruciais após o crime, mostrando a fuga. Essa última fase foca nas consequências, na paranoia dos envolvidos e na perseguição direta liderada pelo personagem de Mackie.
Quando estreia no Apple TV?
Ao lado de Mackie e Dornan, o projeto conta com atuações de Jack Kesy, destaque em Hellboy e o Homem Torto, e Agathe Rousselle, estrela do aclamado Titane. A equipe se completa com Sallie Harmsen, de Blade Runner 2049, José Garcia, de Truque de Mestre, e Kali Reis, recém-indicada ao Emmy por True Detective.
Nos bastidores, o padrão de qualidade é garantido por uma equipe técnica experiente no gênero criminal. A criação e o roteiro ficam a cargo de Dudi Appleton e Jim Keeble, que assinam como produtores executivos.
A direção dos episódios principais, incluindo o importante episódio piloto que estabelece as linhas temporais, é de Kari Skogland. Vencedora do BAFTA, a cineasta também assume a produção executiva junto com a produtora Make It With Gravy, de Anthony Mackie, e a Inspire Entertainment.
Os fãs de suspense já podem se preparar, pois a estreia global está agendada para sexta-feira, 13 de novembro. O restante da temporada chegará ao catálogo semanalmente, ditando o ritmo das conversas nas redes sociais até o dia 25 de dezembro.
Diante de um quebra-cabeça tão restrito e de um cofre que parecia impenetrável na Suíça, você acha que o agente do FBI vai conseguir prever os passos do criminoso antes que os 12 dias de fuga cheguem ao fim?
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Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.