Crítica de AHS Freak Show
American Horror StoryCrítica

AHS Freak Show destaca supremacia masculina

Por 9 de fevereiro de 2015 abril 22nd, 2016 Sem Comentários
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spoilerAmerican Horror Story: Freak Show estreou com uma grande missão: igualar ou superar a popularidade Coven. Pensando nesse desafio, o criador da série, Ryan Murphy, escolheu um tema promissor e criativo. Um grande show de horrores, com personagens considerados bizarros, é 0 palco para um sucesso de audiência.

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Entretanto, a quarta temporada do seriado não obteve o título de fenômeno na cultura pop. É inquestionável a qualidade do texto e da produção, mas algumas tentativas deste ano descaracterizam a premissa básica da atração. American Horror Story é conhecida por enaltecer o universo feminino, com personagens de personalidades extremamente fortes. Freak Show apresentou protagonistas fragilizadas que, ao longo dos episódios, tornaram-se desinteressantes.

Jessica Lange, sempre responsável por comandar a série, tem como ambição interpretar mulheres extraordinárias. Irmã Jude Martin e Fiona Goode são grandes exemplos de símbolos feministas da televisão americana. Elsa Mars tinha todas as condições de preencher esses quesitos. As cenas de flashback ambientadas na Alemanha podem ser consideradas um destaque da atração. Porém, a personagem se tornou fraca e apática, mostrando um alto grau de insegurança e obsessão pela fama.

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Aliás, a quantidade de personagens fez com que grandes talentos fossem desperdiçados. Por conta do variado número de núcleos, Angela Bassett teve sua participação diminuída, Kathy Bates morreu precocemente e Gabourey Sidibe mal apareceu no programa. Neste contexto, Sarah Paulson foi a grande sortuda, recebendo a honra de viver as gêmeas siamesas Bette e Dot Tattler.

American Horror Story

Aparição de Neil Patrick Harris trouxe vivacidade ao seriado

Todas as atenções de Freak Show se voltaram para as atuações masculinas. Dandy Mott pode considerado o grande psicopata da TV americana em 2014. O ator Finn Wittrock mostrou destreza nas cenas de assassinatos e nos diálogos doentios. Evan Peters, que trabalhou como Jimmy Darling, ganhou um merecido destaque como ator regular da atração.

A participação de Neil Patrick Harris foi responsável por reascender os últimos episódios do programa. O ator, mundialmente conhecido por atuar na comédia How I Met Your Mother, teve boa versatilidade ao viver um homem obsessivo por sua boneca, Marjorie (Jamie Brewer).

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O desfecho da série não apresentou grandes inovações, uma vez que Murphy é adepto da receita de histórias de terror com final feliz. O telespectador só espera que a cena final não seja uma sutil indicação de despedida da atriz Jessica Lange do seriado. Afinal de contas, todos querem aplaudi-la de pé por mais alguns anos.

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