Crítica: 6ª temporada de American Horror Story
American Horror StoryCrítica

American Horror Story: 6ª temporada apresenta mudança na narrativa

Por 2 de dezembro de 2016 fevereiro 27th, 2020 Sem Comentários
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spoilerNeste ano, Ryan Murphy decidiu fazer um grande suspense em relação ao tema de American Horror Story. Apesar das especulações, o telespectador se surpreendeu com My Roanoke Nightmare.

Em primeiro lugar, houve uma drástica reviravolta na maneira de contar à trama. O autor, que adora enaltecer avidamente a fama e a futilidade, construiu um reality show sensacionalista dentro da narrativa.

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Os atores Lily Rabe e André Holland aparecem contando uma história macabra sobre uma casa mal-assombrada na Carolina do Norte, enquanto Sarah Paulson e Cuba Gooding Jr. os representam no programa televisivo. Já na metade dos capítulos, o seriado junta todos os integrantes na mansão para explorar o sucesso de audiência na TV.

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A Açougueira: Kathy Bates interpreta a melhor personagem da temporada

Apesar de não apresentar inovação em relação à primeira temporada – em que pessoas também são assustadas em uma rica propriedade – o enredo é uma grande crítica em relação à sociedade em que vivemos.

A maneira com que os personagens se comportam diante das câmeras comprova que a popularidade é capaz de mudar comportamentos, forja situações vergonhosas e destruir amores genuínos. É possível ver a atriz egóica, os atores oportunistas, o produtor sem escrúpulos e os mortais que têm as suas vidas abaladas pelo sensacionalismo.

Especial de estreia: 6ª temporada de American Horror Story

Mais uma vez, Murphy conseguiu criar uma personagem maligna como a Açougueira e apresentou a primeira Supreme da série, Scáthach (vivida por Lady Gaga). Com isso, ele conquistou mais os fãs ao comprovar que todas as histórias de American Horror Story estão interligadas. Além disso, a família Pork  introduziu o canibalismo, tema ainda não tinha sido explorado pela atração.

Infelizmente, o desfecho apresentou um final considerado monótono para uma história que foi tão intrigante. Afinal de contas, a morte como melhor solução para conflitos familiares é algo que vemos constantemente na ficção. Talvez, o público que gosta tanto do gênero de terror queira ver um encerramento mais macabro e menos água com açúcar.

Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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