Traição de sangue: Arthur Shelby morre em ‘Peaky Blinders’?

A fraternidade dos Shelby sempre foi o pilar central de Peaky Blinders. “Irmãos de sangue, irmãos de armas”. Mas no filme que encerra a épica jornada da gangue de Birmingham, esse lema foi estraçalhado da maneira mais violenta imaginável. Em uma reviravolta que ninguém — absolutamente ninguém — previu, Tommy Shelby (Cillian Murphy) coloca um fim definitivo à vida de seu braço direito e irmão mais velho, Arthur Shelby (Paul Anderson). O choque não é apenas pela morte em si, mas pelo fato de que o gatilho foi puxado por aquele que Arthur mais protegeu.

Para entender como chegamos a esse abismo, precisamos olhar para o passado de glórias e quase-mortes. Na quarta temporada, a série nos pregou uma peça magistral. Durante a guerra contra a máfia italiana de Luca Changretta (Adrien Brody), Arthur foi dado como morto após um ataque brutal com um fio de metal em um banheiro. Tommy chegou a chorar sobre o corpo do irmão, comunicando a perda para Polly e Linda.

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Tudo, porém, era uma estratégia. No season finale daquela temporada, Arthur ressurgiu das sombras para dar o golpe final em Changretta, gritando o icônico: “Don’t F**K with the Peaky Blinders”. Naquele momento, parecia que nada poderia separar os dois. Mas o filme revela que o peso dos pecados de Arthur e sua instabilidade tornaram-se um fardo que o império de Tommy não podia mais carregar.

Em um momento de clareza sombria e frieza política, Tommy decide que, para o nome Shelby sobreviver, Arthur precisava partir — e pelas suas mãos, para garantir que o “serviço” fosse feito com misericórdia e silêncio.

Peaky Blinders: um legado manchado de sangue

Arthur Shelby - peaky blinders
Destino de Arthur Shelby é selado no filme Peaky Blinders: Imortal

Diferente das ameaças externas de Alfie Solomons ou dos inimigos fascistas, o conflito no filme é interno. Arthur, consumido pelo vício e por segredos que ameaçavam a nova linhagem de Tommy, tornou-se uma ponta solta. A cena da execução é poética e aterrorizante, ocorrendo em um cenário que remete às origens da família em Small Heath. No entanto, como Paul Anderson está em reabilitação e não pode participar do filme, o rosto de Arthur não é efetivamente mostrado.

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Tommy não mata Arthur por ódio, mas por uma lógica distorcida de libertação. Ele vê o irmão como um homem quebrado que nunca encontraria paz em um mundo sem guerra. Ao puxar o gatilho, Tommy mata a última parte de sua própria alma, selando seu destino como um homem que tem tudo, menos aqueles que amava.

A morte de Arthur Shelby pelas mãos de Tommy redefine completamente como assistiremos às temporadas anteriores daqui para frente. A jornada que começou em 1919 termina não com uma vitória sobre inimigos externos, mas com a autodestruição da própria família. O segredo da sobrevivência de Arthur na 4ª temporada foi apenas um adiamento para o destino mais cruel de todos.

Você acha que Tommy Shelby foi um monstro ou um “anjo da morte” para Arthur? A série poderia ter terminado de outra forma? Comente sua opinião e compartilhe esse choque com quem ainda não viu o filme!

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