Crítica da terceira temporada de Bates Motel
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Bates Motel: terceiro ano intensifica comportamento obscuro de Norman

Por 19 de maio de 2015 abril 21st, 2016 Sem Comentários

 

spoilerBates Motel surgiu com a premissa de contar a adolescência e a origem das ações sórdidas de um dos psicopatas mais famosos da ficção. Norman Bates é o protagonista do aclamado filme de Alfred Hitchcock, Psicose (1960).

Em sua terceira temporada, a série merece comemorar o seu sucesso de audiência. Os novos episódios, exibidos recentemente pelo canal A&E, mostraram significativas reviravoltas que tornam a trama mais densa e complexa psicologicamente.

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Os dois primeiro anos do programa foram responsáveis por retratar a história com ares juvenis. Norman (Freddie Highmore) era apenas uma rapaz sensível, superprotegido pela mãe e que aparentava um comportamento estranho. O público acompanhou sua adaptação na nova escola, sua primeira experiência sexual e amorosa e estranhou quando o rapaz se sentiu auto censurado pela mãe.

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Bates Motel

Norman (Freddie Highmore) e Norma (Vera Farmiga)

Desta vez, Norman começou a demonstrar, com mais intensidade, as suas diversas facetas psicóticas. Como um barril de pólvora, o personagem explodiu em crises temperamentais e pensamentos paranóicos. No início, ele pareceu ter boas intenções em gerenciar o hotel e assumir um compromisso sério com Emma. Entretanto, a perfeição foi se destruindo a medida em que ele revelou mais um grau de sua terrível obsessão pela mãe.

A atriz Vera Farmiga, mais uma vez, ganhou o papel de destaque. Ao mesmo tempo em que Norma se mostrou mais corajosa e independente, a personagem também compreendeu que seu amor incondicional não seria suficientes para salvar o filho. Foi necessário sair do estágio da negação. O episódio Norma Louise, pode ser considerado o melhor da temporada, em que a personagem tenta superar os abusos sexuais sofridos por seu irmão.

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Algumas das cenas aguçaram os ânimos dos fãs do seriado. Finalmente, foi revelado como Norman começou a usar os vestidos de sua mãe. Além disso, também foi possível compreender a lógica psicótica de Norman. Dentro de seus pensamentos, há uma mãe imaginável que comanda todos os seus atos. Assim como um alter ego, ela censura, aprisiona e encoraja sua loucura. Por mais que ele resista, o destino já está escrito. Norman perderá, cada vez mais, o seu autocontrole e sua sanidade mental.

Amanda Negrini

Amanda Negrini

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP. Especialista em cultura pop, é autora da tese "A Evolução das cantoras Pop Americanas: a criação de Madonna e a inovação de Lady Gaga".

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