Baseado na trilogia escrita por Mercedes Ron, Minha Culpa é o novo filme adolescente que chega ao catálogo do Prime Video.
A história gira em torno de Noah, uma jovem de 17 anos que é obrigada a deixar sua cidade, seu namorado e amigos para trás e se mudar para a mansão de William Leister, o novo marido rico de sua mãe. Lá, ela conhece seu meio-irmão, Nick, com quem inicialmente tem uma relação conflituosa. Apesar das diferenças, eles acabam se apaixonando secretamente, porém terão que enfrentar os desafios de seus passados conturbados para ficarem juntos.
Na adaptação cinematográfica de Minha Culpa, Nicole Wallace interpreta a protagonista Noah, enquanto Gabriel Guevara vive Nick. Marta Hazas, Iván Sánchez, Eva Ruiz e Víctor Varona também fazem parte do elenco.
Confira, a seguir, um bate-papo com o elenco:
Pop Séries – Por que você acha que a história fez tanto sucesso?
Acho que o sucesso de Minha Culpa está, acima de tudo, em que no amor ao ódio há apenas um passo. Sempre queremos ver essas pessoas que se dão mal e se apaixonam, e a química entre Nik e Noah, ou entre Gabriel e Nicole, é muito especial e acho que vai além da tela e as pessoas vão gostar muito.
*O que você pensou quando viu o filme pela primeira vez?
MERCEDES RON – O mais impressionante foi ver que eu gostei tanto. Eu estava com muito medo porque, afinal, em uma adaptação de um livro, o autor sempre tem muito medo e foi como se eu pudesse respirar. Eu disse: “Ok, é incrível, as pessoas vão gostar e defendê-lo ao máximo e eu realmente quero que todos vejam.”
*Houve alguma cena em particular que achou parecida com a criada pelo livro?
MR – Acho que o cenário, os personagens, a família, William, Rafaela, a casa Leister, os carros, tudo é exatamente como eu visualizei no livro e acho que os fãs também vão gostar muito disso. Além disso, eles cuidaram de pequenos detalhes do livro, que talvez pudessem ter sido removidos, e eles os mantiveram, e acho que isso enriquece muito o filme e a história.
*Como vocês trabalharam a química dos personagens durante as gravações?
NICOLE WALLACE – Tivemos uma treinadora de intimidade que é maravilhosa, que nos ajudou com todas as coisas mais difíceis que nunca fizemos em termos de cenas sexuais na câmera. As proteções. É muito diferente, com as proteções. O que você vê na câmera e o que você vê no set. São muitas coisas que eu nunca vi…
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GABRIEL GUEVARA – As pessoas pensam: vamos lá, beijem um ao outro. O que é a realidade, mas é o oposto.
*Vocês tiveram liberdade para trabalharem os personagens dos livros?
GG – Eu queria fazer um Nick muito meu, sabe? Não igual a mim, mas do meu jeito, porque eu li coisas do livro e ouvi as dicas do Domingo [Domingo González, o diretor], que me falou para relaxar, ficar confortável e levar Nick aonde eu quisesse, e as nuances a gente via junto. Eu fiquei muito tranquilo nesse ponto.
NW – Comigo foi igual. Eu me baseei no que estava escrito e peguei a essência para tentar entender. “Por que todo mundo gosta dessa personagem?” A partir daí eu quis dar a ela muita personalidade, queria que ela fosse muito empoderada. Porque no final, mesmo sendo uma história de amor, girando em volta da paixão pelo menino, eu queria que ela tivesse seu peso e pudesse se sustentar sozinha.
*Todo casal tem uma música. Qual é a de Noah e Nick?
NW – Una Vez, de Bad Bunny. Não sei se você já ouviu. Ou I Knew You Are Trouble, da Taylor Swift. É a que Mercedes Ron sempre fala, não?
Minha Culpa já está disponível no Prime Video.
Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.


