The Summer I Turned Pretty estreou no Amazon Prime Video em junho de 2022 e rapidamente se tornou um dos lançamentos mais comentados da plataforma naquele ano. A série é baseada na trilogia de romances da escritora americana Jenny Han, publicada entre 2009 e 2011, e a própria autora atua como showrunner e roteirista, o que garantiu uma adaptação fiel ao material original e conquistou a base de fãs dos livros desde os primeiros episódios.
A história acompanha Isabel Conklin, conhecida como Belly, uma adolescente que passa cada verão na casa de praia dos Fisher, família amiga da sua mãe, em Cousins Beach. A rotina se repete há anos, mas tudo muda quando ela completa dezesseis anos. Novos sentimentos surgem, segredos que os adultos guardavam por décadas vêm à tona, e Belly começa a enxergar as pessoas ao seu redor de forma completamente diferente. O verão vira o marco divisório entre a infância e uma versão mais complexa dela mesma.
No elenco, Lola Tung estreia no papel de Belly em sua primeira atuação profissional relevante, e sua performance foi um dos pontos mais elogiados pela crítica especializada. Christopher Briney e Jeremiah Fisher completam o triângulo amoroso central, sendo que o último é interpretado por Gavin Casalegno. A dinâmica entre os três personagens é o motor emocional da narrativa e o principal gancho para o público jovem adulto que a série mira.
Os números comprovam o alcance da produção. Em julho de 2022, poucas semanas após o lançamento, o Amazon Prime Video anunciou a renovação para uma segunda temporada com base nos dados internos de audiência, que a plataforma descreveu como excepcionalmente altos para uma estreia de série original. A segunda temporada chegou em 2023, e a terceira foi confirmada pouco depois, consolidando The Summer I Turned Pretty como uma das apostas mais rentáveis do serviço no segmento jovem adulto.
A trilha sonora também virou parte relevante do fenômeno. Jenny Han escolheu pessoalmente as músicas que pontuam as cenas mais emotivas, e o uso estratégico de faixas de Taylor Swift, incluindo This Love, na primeira temporada gerou uma onda de menções nas redes sociais que amplificou organicamente o alcance da série. A conexão com a base de fãs de Swift funcionou como marketing indireto e ajudou a posicionar a série num território cultural que vai além do público habitual de produções teen.
A recepção crítica foi mista, mas previsível dentro do gênero. Publicações como Variety e The Hollywood Reporter reconheceram a qualidade da produção visual e a solidez do roteiro nos episódios centrais, mas apontaram ritmo desigual em alguns momentos da primeira temporada. O público, no entanto, respondeu de forma entusiasmada, e a série acumulou uma base leal que acompanha cada novo ciclo de episódios com engajamento acima da média.
Para quem ainda não entrou nesse universo, o ponto de entrada é simples: uma história de verão, triângulo amoroso e amadurecimento que funciona porque Jenny Han conhece profundamente seus personagens e não abre mão da complexidade emocional deles, mesmo dentro de um formato aparentemente convencional. O cenário litorâneo, os relacionamentos em camadas e as verdades que o tempo traz à superfície fazem de cada temporada um ciclo completo com começo, meio e fim emocional bem definidos.


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