O clima de invasão nórdica tomou conta da Califórnia. O elenco de Vikings fez uma pausa estratégica em sua rotina intensa de gravações na Irlanda, interrompendo o set por dois dias, para desembarcar no painel da série na Comic-Con 2014. O auditório lotado recebeu com palmas os astros Travis Fimmel (Ragnar), Katheryn Winnick (Lagertha), Clive Standen (Rollo) e Alexander Ludwig (Bjorn), além do criador e historiador Michael Hirst.
A grande expectativa girava em torno do que aconteceria agora que as peças no tabuleiro de Kattegat mudaram drasticamente. Com Ragnar ostentando a coroa e novos horizontes sendo explorados, a terceira temporada promete ser a mais ambiciosa até agora.
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1. O peso da coroa de Ragnar
Após a queda do Rei Horik, Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel) ascendeu ao trono, mas o que parece ser uma vitória pode se tornar sua maior prisão. Segundo o criador Michael Hirst, o novo ano explorará o isolamento que o título traz.
“Ele sentirá o peso que o poder tem e como as pessoas ao seu redor podem ser corrompidas”, comentou Hirst. Ragnar, que sempre foi um explorador movido pela curiosidade, agora se verá preso a responsabilidades políticas e à paranoia de quem precisa vigiar a própria retaguarda. A trajetória de Ragnar na 3ª temporada promete um realismo psicológico semelhante: o herói que descobre que manter o poder é muito mais difícil do que conquistá-lo.
2. Lagertha no mundo de homens
Lagertha continua sendo o coração pulsante da série, mas sua jornada como Earl não será cercada de flores. Katheryn Winnick enfatizou que, embora sua personagem tenha conquistado autonomia e respeito, o sistema patriarcal da época ainda é um obstáculo constante.
“Eu acredito que nada na vida venha de uma maneira simples, ainda mais na época dos Vikings”, afirmou a atriz. Na nova temporada, Lagertha terá que lutar em duas frentes: nos campos de batalha externos e na política interna para garantir que seu comando não seja contestado por homens que ainda a veem apenas como uma ex-esposa.
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3. A redenção e a maturidade de Rollo
Rollo (Clive Standen) passou as duas primeiras temporadas à sombra do irmão, oscilando entre a lealdade e a traição invejosa. No entanto, o trauma das batalhas recentes parece ter forjado um novo homem. Standen revelou que o guerreiro passará por uma fase de autoconhecimento.
“Ele sobreviveu por um motivo e passará a acreditar que tem um propósito maior na vida”, explicou o ator. Essa determinação renovada pode ser a chave para Rollo finalmente encontrar seu próprio lugar na história, longe da comparação constante com Ragnar.

4. Bastidores: medo real nas cenas de combate
Alexander Ludwig, que interpreta o agora crescido Bjorn Lothbrok, trouxe detalhes curiosos sobre a produção. Conhecida por usar o mínimo de CGI possível nas lutas, Vikings exige muito fisicamente de seus atores.
Ludwig brincou sobre a intensidade das coreografias: “Apesar de serem muito bem ensaiadas, eu ainda sinto um medo genuíno no set. São machados e escudos de verdade voando. Só penso em terminar o dia sem nenhum machucado sério”, confessou aos risos, reforçando que a visceralidade que vemos na tela é fruto de um esforço real do elenco.
5. Tom mais obscuro
Michael Hirst encerrou o painel com uma promessa ambiciosa: a terceira temporada terá um tom consideravelmente mais obscuro. Com a introdução de novos personagens e a exploração de cenários diferentes — incluindo rumores fortes sobre o cerco a Paris —, a série deve expandir sua mitologia.
“Veremos batalhas épicas, mas também um mergulho mais profundo na fé e na dúvida dos personagens”, concluiu o criador. O trailer exclusivo exibido no evento confirmou essa escala monumental, mostrando navios Vikings em águas nunca antes navegadas.










