Klaus Mikaelson chega a Nova Orleans carregando séculos de história e uma agenda clara: retomar o controle da cidade que sua família ajudou a construir. The Originals estreou em 2013 como spin-off de The Vampire Diaries e rapidamente se firmou como produto independente, capaz de sustentar seu próprio universo narrativo sem depender da série mãe para fazer sentido.
A série foi criada por Julie Plec, que já comandava The Vampire Diaries, e teve sua origem em um episódio backdoor pilot exibido na quarta temporada do programa original, em abril de 2013. A resposta do público foi suficiente para que a CW encomendasse uma temporada completa ainda naquele ano. A estreia oficial registrou cerca de 2,2 milhões de espectadores nos Estados Unidos, número sólido para o canal e para o horário, consolidando a aposta da emissora no universo Mikaelson.
Joseph Morgan, que interpreta Klaus, já havia construído o personagem ao longo de dois anos em The Vampire Diaries antes de assumir o papel principal em The Originals. A transição exigiu que Morgan ampliasse as camadas do vilão que o tornou popular, revelando vulnerabilidades e contradições que o formato de série derivada permitia explorar com mais profundidade. Ao lado dele, Daniel Gillies retornou como Elijah e Phoebe Tonkin entrou como Hayley Marshall, personagem que se tornaria central para a trama ao longo das cinco temporadas.
A ambientação em Nova Orleans não foi escolha arbitrária. A cidade carrega um peso cultural e histórico real ligado ao vodu, às comunidades crioulas e a uma tradição oral de histórias sobrenaturais que se encaixava diretamente no tom da série. A produção filmou partes consideráveis em locações reais da cidade, especialmente no Bairro Francês, o que deu à série uma identidade visual distinta em relação ao cenário suburbano de Mystic Falls.
A primeira temporada equilibra três frentes de conflito: Klaus tentando recuperar a cidade das mãos do bruxo Marcel Gerard, o passado da família Mikaelson sendo revelado em camadas, e a gravidez inesperada de Hayley, que muda os planos de todos os envolvidos. Essa estrutura múltipla foi um dos pontos mais elogiados pela crítica, que destacou a capacidade da série de manter várias linhas narrativas sem perder coesão.
The Originals encerrou sua exibição em 2018, após cinco temporadas e 92 episódios. A quinta temporada foi a última encomendada pela CW, que optou por não renovar, mas permitiu que a produção chegasse a um encerramento planejado. O final da série gerou reações divididas entre o público fiel, sobretudo pela forma como tratou o destino de Klaus e Elijah. A série ainda originou outro spin-off, Legacies, focado em Hope Mikaelson, filha de Klaus, que estreou em 2018 e estendeu o universo por mais quatro temporadas até 2023.
Para quem chega agora, The Originals funciona melhor quando assistida com alguma familiaridade com The Vampire Diaries, mas não exige maratona prévia. O contexto essencial é entregue organicamente ao longo dos primeiros episódios. O que a série oferece é um retrato de poder, lealdade e memória construído em torno de uma família que sobreviveu a tudo, menos a si mesma.












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