Com Paola Carosella, ‘Infiltrado na Cozinha’ brinca com o universo dos detetives

Parece que entrei num cenário de contos de detetive! Ao pisar no set de gravações da segunda temporada de Infiltrado na Cozinha, o clima de suspense gastronômico é imediato. A atração já tem data marcada para reabrir suas investigações: dia 16 de setembro, às 21h45, com exibição no GNT e no Globoplay (para assinantes do plano Premium).

Nesta nova fase, o formato traz novidades estratégicas. Serão oito episódios de 45 minutos exibidos duas vezes por semana, às quartas e sextas-feiras. Sob o comando de Paola Carosella, a competição ganha recursos inéditos, como as dicas da Esfinge e a temida sala de interrogação, desenhada para colocar os participantes contra a parede.

A premissa continua a desafiar o paladar e a perspicácia da bancada. A cada episódio, duas etapas de avaliação — uma prova inicial simples e um desafio final complexo — testam a capacidade dos jurados de identificar quem é o profissional e quem está apenas fingindo saber cozinhar.

Ao final das degustações, o autor da melhor receita fatura R$ 10 mil. Já o infiltrado leva os mesmos R$ 10 mil se passar ileso. Caso o impostor conquiste o paladar do júri e mantenha o disfarce até o fim, a premiação pode chegar a R$ 20 mil.

Durante a visita às gravações, conversei com o elenco e com a direção sobre o que motivou o retorno da atração com novos elementos investigativos.

A leveza e o desafio do formato

Para Paola Carosella, o grande diferencial da atração está na oportunidade de explorar um tom divertido na televisão, distanciando-se do rigor tradicional dos programas de culinária. “Para mim, em particular, o que eu gostei foi da leveza do programa e das altas doses de humor de que eu estava precisando. Eu acho que a gente está precisando. Eu gosto muito deles [Fabão e Luana]; achei a fórmula muito divertida. Geralmente eu falo ‘sim’ para as coisas que, por algum motivo, me parecem desafiadoras e divertidas — sair dos papéis que eu já tinha feito e fazer uma espécie de apresentadora que dá palpites para os jurados adivinharem.”

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A jurada Luana Zucoloto ressaltou que a presença do humor não reduz a importância técnica da gastronomia dentro da disputa: “A culinária a gente aprendeu com os realities de culinária, que ela é muito séria. Mas esse contraponto do humor, sem perder o respeito pela culinária e pelos cozinheiros, eu acho que é o que é mais legal. Essa investigação casou muito bem. É muito divertido fazer isso aqui e muito respeitoso.”

infiltrado na cozinha gnt
Infiltrado na Cozinha tem cenário inspirado em filmes de investigação

Evolução da bancada e novas dinâmicas

O entrosamento da equipe foi um dos pontos altos destacados por Fabão. Segundo o jurado, a convivência entre a primeira e a segunda temporada transformou o ambiente no set e refletiu diretamente na dinâmica em cena: “Na primeira temporada existia uma coisa da gente ainda se conhecer um pouco. Agora parece que todo mundo morou junto durante um ano inteiro! Chegou e ainda tem os papos de bastidor. Isso transmite muito para a galera de casa. O que me motiva e faz o programa ser incrível é para além do que a galera vê na TV; é a troca interna.”

O diretor-geral Roberto d’Ávila explicou como a estrutura do programa busca renovar o gênero de reality culinário ao misturar suspense com a perspectiva do público leigo: “É um formato original criado dentro da produtora. Tem esse propósito de renovar um gênero que acabou caindo na mesmice. A gente costuma dizer que é um cross-genre: você mistura o mistério e a investigação com isso. Mas é isso o propósito de você ter jurados que são leigos, justamente para representar o espectador e tentar compartilhar a mesma experiência.”

Suspense a cada garfada!

Com a chegada da sala de interrogação, os competidores passam a ser sabatinados diretamente após o término dos pratos. Contudo, Luana Zucoloto adverte que nenhuma tática é infalível quando o assunto é desmascarar um bom ator: “Você vai ter cozinheiros que num dia ruim acabaram fazendo um prato não tão legal, e vai ter atores que, pasmem, cozinharam muito bem! A gente, em cada programa, usa uma tática diferente: às vezes acerta, às vezes erra.”

Fabão complementou detalhando como a tensão afeta o julgamento final da bancada: “Na segunda parte a gente tem a oportunidade de ir lá e dar essa fritada nos participantes. É o momento de você analisar tudo: desde o comportamento, se a voz embargou, se olhou para o lado. A gente fica paranoico! E é legal ver essa paranoia porque ela se transmite. Depois chega a Paola aumentando essa paranoia.”

Infiltrado na Cozinha é uma criação da Moonshot com produção executiva de Cris Moraes e roteiro de Jorge Vaz Nande.

Conta para a gente: você consegue identificar quando alguém está mentindo na cozinha apenas pela atitude na bancada?

  • julia benvenuto foto Com Paola Carosella, 'Infiltrado na Cozinha' brinca com o universo dos detetives

    Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.

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