Westworld conquista audiência com tema de inteligência artificial

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Quem assistiu ao filme da década de 1970, encontrará poucas semelhanças da história de Westworld com a nova adaptação televisiva.

O projeto ambicioso da HBO conseguiu transformar o tema da inteligência artificial em algo interessante, relacionável e violento aos olhos do telespectador. A premissa é a mesma do longa-metragem, com diferenças estéticas e no eixo narrativo – é claro. Um parque de diversão com tema no velho oeste conquista seres humanos de todo o mundo que gastam fortunas para experimentar a realidade artificial, onde robôs realizam os seus desejos mais obscuros.

Assista ao trailer de Westworld

No comando deste universo de horrores está Robert Ford (Anthony Hopkins), um cientista que guarda os segredos da sua relação com o antigo sócio, Arnold. Ao longo dos episódios, o dia a dia do parque é apresentado em cenas fragmentadas, que misturam o presente e o passado. Dolores (Evan Rachel Wood) é quem conduz o público pela jornada dos personagens na descoberta de sua alto consciência.

Assim como Lost, Westworld abusa da narrativa labiríntica e de mistérios bem construídos. Talvez, em parte, pela presença de J.J. Abrams na produção executiva do seriado. O homem de preto (Ed Harris) é na verdade William, em sua versão mais velha. O temido vilão Wyatt é uma construção de Ford, que suprime as lembranças de Dolores e Teddy (James Marsden). Ordenados por Arnold, os dois provem uma chacina na esperança de atrapalhar o lançamento do empreendimento. E mesmo os personagens coadjuvantes, como é o caso de Rodrigo Santoro, ganham espaço na narrativa com um elenco de dar inveja a qualquer produtora de Hollywood.

Conversamos com Rodrigo Santoro, de Westworld

westworld temporada 1
Ford esconde um dos maiores segredos da série

O fim primeira temporada da série responde a grande parte das perguntas levantadas pela audiência. Há agora uma expectativa para revolução do robôs que a todo custo tentam reaver o seu mundo e expulsar os intrusos que tanto lhe causaram mal. A questão, no entanto, é como a série lidará com a ausência de Hopkins na trama. Ford estaria realmente morto? Ou transferiu a sua inteligência para uma de suas criações? Como Bernard conduzirá o plano de seu antigo chefe? William está vivo? E Teddy, aceitará as lembranças dolorosas de seu passado?

Veja mais cenas da série da HBO

Com certeza, o canal criará artifícios para aguçar a curiosidade de seu público por mais um ano. Os novos episódios estreiam somente em 2018. Sem dúvida, Westworld é uma série que vale a espera.

 

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    Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.

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