Se existe uma série capaz de destruir o emocional de qualquer espectador, essa série é The Originals. O derivado de The Vampire Diaries sempre foi conhecido por sua brutalidade e reviravoltas sombrias, mas nada — absolutamente nada — preparou o público para os eventos devastadores da quinta e última temporada. Quando pensávamos que a família Mikaelson finalmente encontraria um lampejo de paz, os roteiristas entregaram uma das mortes mais gráficas e emocionalmente desgastantes da história da CW.
A jornada de Hayley Marshall, interpretada pela brilhante Phoebe Tonkin, foi de uma loba solitária e grávida a uma rainha híbrida e mãe leoa. No entanto, no sexto episódio da temporada final, intitulado What, Will, I, Have, Left, a busca desesperada de Hope por sua mãe terminou em um pesadelo absoluto. Hayley não apenas morreu; ela se sacrificou da maneira mais heroica e dolorosa possível, deixando um rastro de corações partidos e uma legião de fãs indignados até hoje.
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Para entender a magnitude desse trauma, precisamos olhar para as circunstâncias. Hayley permitiu que uma bruxa transformasse sua condição de híbrida em uma vampira comum ao “selar” seu lado loba. O plano era proteger Hope, mas ela caiu na armadilha de Greta, que desejava erradicar a linhagem da jovem Mikaelson. Em um momento de puro instinto maternal e desespero, ao ver sua filha em risco com a ajuda de Roman, Hayley tomou a decisão final: ela arrancou o anel de luz do dia de Greta e arrastou a vilã para o sol, queimando junto com ela diante dos olhos de Klaus e de um Elijah sem memórias.
A indignação dos fãs com o final de The Originals

O que torna a morte de Hayley em The Originals tão difícil de engolir, mesmo anos depois, é o sentimento de “assunto inacabado”. Ela era a personagem favorita de grande parte do público, representando a redenção e a força feminina em um mundo dominado por homens milenares e violentos. Ver Hayley partir sem ter a chance de ver Elijah recuperar suas memórias e se dedicar novamente à família foi um golpe baixo dos roteiristas.
Ela não teve um momento para lembrar Klaus de seus deveres como pai após sua partida, nem a chance de se despedir de sua matilha, de seus amigos ou de qualquer um dos outros membros da família que ela aprendeu a amar. A ausência de um fechamento emocional com Elijah — o homem que ela amou através dos séculos, mesmo quando ele não se lembrava dela — é o que mais dói no fandom.
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Como se a perda de Hayley não fosse suficiente, o final de The Originals ainda reservava mais duas mortes que selariam o destino da série. Para proteger Hope de ser consumida pela escuridão, Klaus absorveu todo o poder para si. Em um ato final de redenção e irmandade, ele tirou a própria vida, sendo acompanhado por Elijah, que escolheu morrer ao lado do irmão.
A morte de Hayley foi o catalisador para esse final trágico. Sem a presença equilibradora da “Loba Rainha”, o destino dos Mikaelson parecia traçado para a tragédia. A jovem Hope Mikaelson teve que crescer sem os pais, carregando o peso de um sacrifício que poucos conseguiriam suportar, algo que foi amplamente explorado posteriormente em Legacies.
Mesmo com o fim da série, os fãs continuam pedindo participações especiais em novos projetos do universo de Julie Plec. Joseph Morgan, o eterno Klaus, já comentou diversas vezes sobre o carinho pelo papel, mas será que um dia veríamos um reencontro no além entre esse casal que nunca teve o seu feliz para sempre?
A verdade é que The Originals nunca foi sobre finais felizes, mas sobre o preço do “always and forever“. E Hayley Marshall pagou o preço mais alto de todos.










