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Com Dakota Johnson, adaptação moderna está disponível no streaming

Mais uma história de Jane Austen ganhou nova adaptação em longa-metragem, mas desta vez com ares modernos.

Estamos falando de Anne Elliot, a heroína do livro Persuasão, o último romance escrito por Austen. A Netflix comanda a adaptação que é protagonizada por Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza).

Em uma das histórias mais maduras da autora, Anne Elliot é apenas uma jovem quando conhece o amor de sua vida. Mas, devido a pressões de sua família, ela decide não prosseguir com o romance. Anos mais tarde, o seu ex-noivo retorna à cidade como o capitão Frederick Wentworth. Agora, a protagonista decide reavaliar a si mesma e tentar decifrar os seus sentimentos pelo rapaz, ao passo que eles devem decidir se darão uma nova chance ao amor.

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O filme ganhou, no entanto, uma “abordagem moderna e espirituosa”, principalmente por meio do roteiro e dos jogos de câmera. “Nesta versão de Persuasão, Anne Elliot é uma mulher inconformada com sensibilidades modernas, vivendo com sua família esnobe que está à beira da falência. Anne deve escolher entre deixar o passado para trás ou ouvir seu coração quando se trata de segundas chances”, diz a sinopse oficial.

Em uma entrevista a Vogue, Dakota Johnson revelou mais detalhes sobre o projeto: “Fui atraída pela linguagem e temas ocasionalmente modernizados, o roteiro falando diretamente para o público, e o fato de que uma mulher com força de vontade continua sendo um tópico de discussão nos dias de hoje.”

As gravações aconteceram em Bath, na Inglaterra, onde Austen viveu de 1801 a 1806. No elenco Cosmo Jarvis interpreta Frederick e Henry Golding é Mr. Elliot, o novo pretendente de Anne.

Vale a pena ver Persuasão na Netflix?

Já é de se esperar que a adaptações de grandes clássicos literários sejam alvos de críticas, e com Persuasão não foi diferente.

As primeiras críticas surgiram já no lançamento do trailer oficial. Os fãs estranharam a falta de fidelidade ao livro de Jane Austen. Segundo a diretora: “Eu suspeito que o trailer provavelmente se inclina mais pela qualidade cômica do filme […] Então eu realmente encorajaria as pessoas a verem o filme. Então ocorreu uma conversa muito interessante sobre quais elementos da essência do livro foram mantidas na adaptação e onde nós fomos um pouco mais iconoclastas” – disse em entrevista.

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Outro ponto que gerou muita polêmica entre os fãs foi a falta de tato histórico com a utilização de alguns elementos fora de contexto – por exemplo: quando Mary utiliza um emoji para indicar que está triste em uma carta; esse tipo de representação surgiu apenas no final do século XX, sendo inviável a sua utilização no século XIX.

Mais uma questão que gerou certo desconforto foram as adaptações de frases muito impactantes do livro, que segundo os fãs ficaram ‘pobres e sem a beleza de Jane’.

Um dos trechos que mais chamou a atenção é quando, no filme, Mary diz: “Agora somos estranhos. Pior que estranhos. Ele é meu ex” . Já no livro de Jane: “Não poderia haver outros dois corações tão abertos, gostos tão semelhantes, sentimentos tão em uníssono, expressões tão amorosas. Agora eram como estranhos; não, pior do que estranhos, pois jamais poderiam se tornar dois conhecidos. Era um perpétuo distanciamento”.

Um dos pontos positivos foi a inserção de pautas feministas no longa-metragem, dando maior destaque para as ideias e para a independência da personagem principal.
Outra característica muito elogiada pela critica e pelos fãs foi a diversidade no elenco do filme, com atores negros interpretando personagens poderosos na trama. Esse formato, muito necessário por sinal, também foi bem elogiado em Bridgerton.

Mesmo recebendo algumas críticas duras, vale a pena assistir mais essa adaptação de Jane Austin, com um tom cômico, que ousa ao quebrar a ‘quarta parede’ e consegue inserir temas atuais de forma leve.

Confira abaixo algumas adaptações aclamadas dos clássicos de Jane Austen.

Persuasão (1995)

Considerado um clássico, o filme foi produzido pela BBC com direção de Roger Michell (Um Lugar Chamado Notting Hill).

Na trama, Anne Elliot (Amanda Root) é forçada pela família a abandonar seu noivado com o humilde pescador Frederick Wentworth (Ciarán Hinds), que acaba se tornando um rico capitão.

Anne começa a se questionar sobre a pressão que sofreu para abandonar seu amor e como as convenções sociais da época parecem erradas.

Essa adaptação consegue transmitir toda a delicada cadência de pensamentos de Jane Austen e é uma das versões mais aclamadas já feitas.

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Razão e Sensibilidade (1995)

Baseia-se no romance homônimo de Jane, com direção de Emma Thompson, que também atua dando vida a Elinor, uma mulher muito reprimida pela sociedade.

Nessa adaptação temos Kate Winslet como Marienne, que apresenta uma personalidade sensível e também extrovertida.

Após a morte do pai, as irmãs vão para o campo e suas vidas mudam completamente, dentre as principais mudanças está o amor nas suas mais variadas faces. Aclamado pelo público e também pela crítica, prepare-se para se emocionar.

Palácio das Ilusões (1999)

O roteiro deste longa baseia-se no livro Mansfield Park e mescla fatos verídicos vividos pela autora, com passagens do livro.

Acompanhamos Fanny Price (Frances O’ Connor), que vai morar com os tios quando ainda tem apenas 12 anos e tentar escapar de um indesejado casamento arranjado.

O Diário de Bridget Jones (2001)

Esse filme clássico, atemporal e muito querido é baseado na obra literária de Helen Fielding (1995), mas contém referências claras a Orgulho e Preconceito de Austen.

Traçando um paralelo entre Bridget Jones (Renée Zellweger) e Elizabeth Bennet, ambas tem um Mr. Darcy em sua vida. No caso de Bridget ele é apresentado como Mark Darcy (Colin Firth), e como o Mr. Darcy da literatura, ele é muito arrogante e presunçoso, mas acaba mudando suas premissas ao longo do filme e por influência de Bridget.

Já as mulheres, tanto Bridget quanto Elizabeth são muito fortes, à frente de seu tempo, curiosas, com raciocínio rápido e um charme capaz de apaixonar o mais durão dos personagens.

Orgulho e Preconceito (2005)

E por falar na querida Elizabeth Bennet, essa adaptação traz Keira Knightley como a protagonista, em uma atuação que marcou as releituras do gênero. Keira fez com que sua interpretação como Elizabeth se tornasse uma referência, e chegou a ser indicada ao Oscar.

A trama é conhecida: Mr. Darcy tem muito preconceito, Elizabeth é inteligente e orgulhosa, e o amor surge na diferença.

A Abadia de Northanger (2007)

Inspirado na obra Northanger Abbey, de 1817, esse longa foi produzido para a TV, e traz Felicity Jones como personagem central, e mostra uma jovem apaixonada por romances góticos que começa a mesclar realidade e ficção enquanto passa uns dias na casa de conhecidos – a tal Abadia de Northanger.

O Clube da Leitura de Jane Austen (2007)

Adaptado do livro homônimo temos Emily Blunt como protagonista. Nessa história um grupo se une com o objetivo de formar um clube de leitura totalmente dedicado às obras de Jane Austen.

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As histórias dos romances de Jane vão sendo contadas e se misturam com os acontecimentos da vida dos personagens do filme. Essa adaptação traz uma visão intimista e nos aproxima ainda mais da autora.

Amor e Inocência (2007)

Aqui acompanhamos Anne Hathaway interpretando a própria Jane Austen, nessa produção biográfica. A história se passa em 1795 e relata o suposto romance entre a escritora e Thomas Lefroy (James McAvoy), um advogado sedutor e arrogante, que segundo especulações, foi a inspiração para Jane criar Mr. Darcy.

Austenland (2013)

Nessa comédia romântica produzida para a TV, acompanhamos a vida de Jane Hayes (Keri Russell), uma mulher que já passou dos trinta anos, que está solteira e é muito fã do personagem Mr. Darcy.

Em busca de uma nova fase para a sua vida, Jane viaja até um resort para fãs da escritora Jane Austen. Uma abordagem leve e diferenciada da obra da escritora.

Amor e Amizade (2016)

Essa irreverente comédia é inspirada no livro Lady Susan de 1871, e traz Kate Beckinsale no papel de Lady Susan e Chloë Sevigny como Alicia Johnson. Vamos acompanhar a história de uma viúva que se muda para o campo com sua filha, buscando se distanciar de rumores acerca de sua vida amorosa, e quem sabe encontrar um novo amor.

Orgulho e Preconceito e Zumbis (2016)

Finalizando nossa lista com filmes inspirados nas obras de Jane Austen, essa comédia traz consigo fortes referências ao clássico Orgulho e Preconceito, mas foi idealizado com base no livro homônimo de Seth Grahame-Smith – também muito inspirado na obra de Jane.

Nessa adaptação Elizabeth Bennet (Lily James) é bem diferente de todas as versões anteriores. A jovem é perita em artes marciais e luta ativamente para combater os zumbis em um mundo pós-apocalíptico, sempre na companhia de Mr. Darcy (Sam Riley).

As obras de Jane Austen são atemporais e muito preciosas, portanto sempre irão surgir adaptações, das mais variadas, para nosso total deleite.

Deixe nos comentários quais dessas produções é a sua favorita e aproveite as inesquecíveis histórias de Jane Austen.

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