A série original Globoplay Jogada de Risco, que estreia no dia 23 de julho, promete fisgar o público ao revelar o “jogo por trás do jogo”. A trama mergulha nas áreas ocultas do futebol, onde contratos milionários, crises de imagem e pesadas disputas de influência moldam o destino de jovens atletas.
Nesse cenário de alta pressão, o público vai acompanhar a jornada de Maurício, protagonista vivido por Cauã Reymond. Ele é um ex-jogador que teve a carreira encurtada por lesões graves e pela gestão desastrosa do próprio pai. Fora dos campos, Maurício decide abrir uma agência de gestão esportiva para gerenciar novos talentos e tentar reconstruir sua vida longe do controle de Valdemar (Marcos Frota).
Para estruturar a agência e profissionalizar o negócio, o protagonista conta com Cris, uma advogada brilhante interpretada por Mariana Sena. Ela é a responsável por proteger os atletas em negociações e crises de imagem.
Durante a apresentação de Jogada de Risco, Cauã Reymond revelou que a criação da série exigiu uma imersão profunda nos bastidores do esporte. “Antes do projeto entrar na Globo, eu fiz uma pesquisa gigantesca de muitos meses.” O ator fez questão de ouvir todos os lados desse ecossistema milionário para dar peso à ficção. “Conversei com jogadores, jogadores que tiveram sucesso, jogadores que não tiveram sucesso no final da carreira, agentes…”
Cauã enfatizou que a trama não adapta um escândalo específico, mas se apropria de relatos verídicos. “A série não é inspirada em fatos reais, mas é inspirada na realidade. Muitas vezes eu pedia para me contar um milagre, mas não o nome do santo.” Ele revelou que o objetivo era fugir de clichês fáceis na hora de roteirizar os episódios. “A minha maior preocupação desde o começo era que a gente não inventasse um projeto da cabeça.”

“Eu queria algo que estivesse realmente próximo, que gerasse curiosidade no grande público sobre o que acontece fora das quatro linhas”, completou o idealizador de Jogada de Risco. A forte presença feminina em um universo predominantemente masculino é, sem dúvida, um dos maiores pilares da nova produção. As mulheres da trama fogem de estereótipos passivos e assumem o controle de suas narrativas.
Maria Bopp, que interpreta a jornalista Regiane, fez uma análise afiada sobre o tom de Jogada de Risco. “A bússola moral de todos os personagens dessa série é um pouco desregulada.” Ela destacou o poder das atrizes dentro desse ambiente dominado por homens e interesses comerciais. “Então as mulheres não estão ali como vítimas nessa história.” Sua personagem é uma figura central que opera nesse limite ético para conseguir informações exclusivas. “A Regiane, que é a minha personagem, é extremamente ambiciosa, uma jornalista muito competente, eu acho, experiente.”
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O supervisor de texto, Lucas Paraizo, e a equipe de roteiristas abordam temas que são verdadeiros tabus no meio esportivo. A ética perigosa das casas de aposta e o desgaste da saúde mental de jovens atletas ganham destaque.
Através dos clientes da agência, como o promissor Luan (Juan Paiva) e seus colegas de equipe, a série mostra a pressão esmagadora do futebol moderno. Maurício precisa dividir seu tempo para apagar os incêndios criados por esses jovens. Para completar esse ecossistema intenso, a produção apresenta figuras icônicas como Rita (Letícia Colin), uma ex-prostituta de luxo. O presidente do clube Otávio (Rodrigo Lombardi) e o agente rival Fernando (Marcelo Adnet) completam o xadrez corporativo.
A Globoplay confirmou a liberação de dois episódios por semana, agendados para 23 e 30 de julho, além de 6 e 13 de agosto.
Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.

