Protagonizada pela atriz brasileira Alice Braga, a série Queen of South (Rainha do Sul, em português) será transmitida a partir desta quinta-feira (7), às 22h30, pelo canal Space.
A trama acompanha a saga de Teresa (Braga), a namorada de um traficante de drogas que é obrigada a fugir do México após o assassinato de seu companheiro. Nos EUA, ela tem que encontrar novos aliados para garantir a sua sobrevivência.
O programa é baseado no livro homônimo de Arturo Pérez-Reverte, que também ganhou uma interpretação em uma novela colombiana, intitulada La Reina del Sur.
O Pop Séries conversou com exclusividade com a atriz Justina Machado, que interpreta a melhor amiga de Teresa, Brenda.
Confira a seguir:
POP SÉRIES! – Rainha do Sul é uma poderosa história baseada em uma personagem feminina. Como será a relação de Brenda com Teresa ao longo da narrativa?
JUSTINA MACHADO – O que adoro é que ela é crua. Ela simplesmente está ali. Acho que vão gostar dela. Realmente acho. É por isso que quis interpretá-la, porque é um papel, que quando você a lê, parece tão adorável. Quando você lê o roteiro, é como “Ah, ela é ok”, é aquela amiga que você sempre quis curtir uma festa.
*Como em outras séries, Rainha do Sul foca na transformação da personagem principal. Teresa terá que sobreviver neste novo mundo dominado por drogas e homens. O que você pode revelar sobre esta mudança de personalidade?
JM – Ela é com certeza alguém poderosa. Alguém que já sabe fazer as coisas, mas que está em um novo país. Ela é uma garota que foi acostumada a ser vigiada e nunca teve que cuidar de si própria para sobreviver. Então, acredito que a trama evoluirá. Não estamos lá ainda, é um trabalho em progresso. Então, esperançosamente, ela terá o poder que eles têm.
*Brenda, originalmente, morreu na novela. Você acredita que ela terá um papel maior na série?
JM – Em um show como este, quem sabe? Mas penso que sim. Eles precisam dela e esta é a diferença da novela, porque ela [Brenda] morre no primeiro episódio. Se este fosse o caso, eles teriam dito “Vamos esquecê-la”. E ela ainda está aqui.
*Você teve contato com o livro que originou a série ou então a novela colombiana?
JM – Não conhecia o livro. Nem sabia que havia um, tenho que ser honesta. Comecei a lê-lo quando estávamos aqui. Não me interessei no piloto, porque Brenda não está nele – ela é morta. Então, me dediquei a ele quando viajei para Dallas e iniciei meu trabalho na série. É fabuloso.
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*Rainha do Sul estreia em julho no Brasil. Por que você acha que a história irá conquistar a audiência de outros países?
JM – Estas mulheres são anti-heroínas. E acho que as pessoas adoram anti-heróis. Eles gostam de pessoas que podem torcer, mesmo que não devessem. Como Tony Soprano, lembra? Nós amávamos ele mesmo quanto ele era impiedoso e matava primos, matava todos. E também o piloto. Sei que estou nele, mas acredito que o piloto é muito bom e há ocasiões em que não é assim. Às vezes, o show fica melhor com o desenvolvimento do primeiro episódio.
Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.

