Da literatura para a tela: 3 curiosidades sobre o filme ‘O Jardim Secreto’ que você deixou passar

Mesmo após seis anos de seu lançamento, a versão de 2020 de O Jardim Secreto continua sendo um prato cheio para quem ama caçar detalhes escondidos. Adaptar um dos livros mais queridos de Frances Hodgson Burnett, publicado originalmente em 1911, nunca é uma tarefa simples. No entanto, o diretor Marc Munden conseguiu inserir camadas de significado que muitos espectadores — até os mais atentos — deixaram passar na primeira maratona.

A trama acompanha a jornada de Mary Lennox (Dixie Egerickx), uma menina de dez anos que, após perder os pais na Índia, é enviada para a isolada mansão de seu tio em Yorkshire, na Inglaterra. Lá, em meio ao silêncio de uma casa assombrada pelo luto, ela descobre um jardim negligenciado e trancado há anos. Ao lado de seu primo Colin e do amigo Dickon, Mary não apenas devolve a vida às plantas, mas inicia um processo de cura emocional que transforma toda a família Craven. É um enredo clássico sobre renascimento, agora envolto em uma estética visual de tirar o fôlego.

Com o filme consolidado nos catálogos de streaming, os bastidores revelam que a produção foi muito mais meticulosa do que parecia. Se você acha que o jardim era apenas um cenário bonito, prepare-se para olhar para as cenas de uma forma totalmente nova.

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1. Nem tudo são flores!

A primeira curiosidade reside na escolha das plantas. Na literatura vitoriana, as flores eram usadas para enviar mensagens secretas. No filme, a produção respeitou esse “código”. As azaléias que florescem quando Mary começa a se sentir em casa simbolizam a temperança e a saudade, uma referência direta à transição da personagem vinda da Índia para o solo britânico. Diferente da versão de 1993, onde a natureza era mais estática, aqui ela funciona como um termômetro emocional da protagonista.

2. A atuação de Colin Firth em O Jardim Secreto

A escalação de Colin Firth como Archibald Craven não foi apenas para garantir um nome de peso no pôster. Firth estudou as descrições originais de Burnett para trazer uma melancolia física ao personagem. Um detalhe que poucos notaram é que a postura do ator muda sutilmente à medida que o jardim floresce, uma metáfora visual para a cura de seu próprio trauma.

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3. A locação conseguiu unir realidade e ficção

o jardim secreto colin firth
Colin Firth em O Jardim Secreto (2020)

Muitos acreditam que a mansão Misselthwaite foi totalmente criada em estúdio, mas a terceira curiosidade é que a produção utilizou locais históricos reais para manter a energia da obra original. O portal que Mary atravessa foi inspirado em um jardim que a própria autora, Frances Hodgson Burnett, frequentava no início do século 20. Esse toque de realidade ajuda a manter a “alma” do livro de 1911 viva, mesmo com o uso de efeitos visuais modernos para realçar as cores da natureza.

Comparada à adaptação dirigida por Agnieszka Holland e estrelada por Kate Maberly nos anos 90, a versão de 2020 toma a liberdade de ser mais onírica. Enquanto o clássico anterior focava no realismo da amizade infantil, este longa abraça o realismo fantástico para mostrar como a imaginação de uma criança pode transformar ambientes hostis em paraísos.

O Jardim Secreto permanece como um exemplo de como a tecnologia pode servir à narrativa clássica sem apagar a essência da fonte original. Cada frame é um convite para redescobrir a beleza nos pequenos detalhes da vida.

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Você já conhecia o significado vitoriano das flores usadas no filme? Deixe seu comentário sobre qual dessas curiosidades mais te surpreendeu e se você prefere a versão clássica ou a moderna!

 

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