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Se você ainda não assistiu a um episódio de Riverdale, a nova série adolescente da CW, é melhor reconsiderar a sua opinião quanto ao gênero.
Baseados nos HQs do Archie, o programa não é um drama qualquer. A sua maior premissa é recriar o mundo do personagem para as telas da TV, mas adicionando suspense, assassinato e conspiração à pequena cidade americana. Afinal, não é coincidência que a inspiração para o show veio de Twin Peaks.
A primeira temporada do seriado teve como foco a morte chocante de Jason Blossom, um jovem estudante de uma das famílias mais reconhecidas do local. O crime bárbaro desenterra segredos que envolvem os protagonistas ao longo da trama. Archie (K.J. Apa), Betty (Lili Reinhart), Jughead (Cole Sprouse) e a recém-chegada Veronica (Camila Mendes) se unem na missão de revelar o verdadeiro responsável pelo crime.
No entanto, Betty também vive um drama familiar: a irmã Polly teve um romance proibido com Jason e agora está grávida. O acontecimento é uma das peças-chaves para revelar a identidade do assassino, o que ocasionou uma grande e inesperada reviravolta na trama.
Com apenas 13 episódios exibidos, Riverdale já se tornou uma grande sensação nos EUA. O criador, Roberto Aguirre-Sacasa, cogita unir outros quadrinhos à história da série, como uma participação de Sabrina, A Aprendiz de Feiticeira.
Agora que todos sabem que Jason foi morto pelo próprio pai, um novo mistério surge na cidade pitoresca. Quem ordenou a tentativa de assassinato contra o pai de Archie, Fred (Luke Perry), e por qual motivo? Será que Jughead irá se unir a gangue dos Serpentes após a prisão do pai? Uma coisa é certa: a pacata Riverdale ainda guarda muitos segredos.
* No Brasil, Riverdale e faz parte da programação da Warner.
Julia Benvenuto é jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Jornalismo Cultural pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado). Com sólida experiência na cobertura de entretenimento e cultura, atuou como repórter para veículos de grande prestígio nacional, como a revista Casa e Jardim e o jornal Folha de S.Paulo. É pesquisadora da cultura pop e autora da tese acadêmica "A Revolução dos Losers: como o seriado Glee, valendo-se de símbolos da cultura pop e técnicas de dramatização da Broadway, representa a juventude do século 21”. No Pop Séries, dedica-se à crítica cinematográfica, à análise de narrativas televisivas e à cobertura dos principais lançamentos do mercado de streaming.




